Data de validade anunciada desde antes da aquisição do produto. Aceitas as condições, negócio fechado. Faixada sempre aparente de beleza e a certeza mantendo o "status cue" do acordo. Nada para se reclamar, então aproveitemos o produto.
Dentre as inúmeras vantagens podemos citar as seguintes: não há perigo (diz o contrato) de envolvimento, além do necessário, é claro, para se manter numa relação a dois; poesias, elogios, assim como felicidades e afagos não precisam ser contidos, pois, sabendo a data do término, nenhuma ilusão é alimentada, só o agora é aproveitado até que se acabe o prazo; Não há cobranças já que os dias são contados, assim, ambas as partes tornam-se, por assim dizer, felizes por não estarem sós nos momentos em que podem estar juntos; além das inúmeras demonstrações recíprocas de paixão.
Os defeitos que podem ser apresentados no produto tratam de aspectos inteiramente ligados às quebras contratuais. O que pode ser esclarecido pelo fato de que todas as peças do produto são puramente humanas e repletas de sentimentos além de, naturalmente cobertas de falhas. Eis os defeitos mais prováveis: envolvimento acidental de uma ou ambas as partes, trazendo assim consequências devastadoras; sintomas semelhantes aos de um amor, mais perigoso ainda; dúvidas quanto à veracidade (veracidade do produto ou do sentimento); explosão de confusões e sentimentos inesperados e não previstos no contrato.
Declaração de um usuário:
"Tem efeitos colaterais! Por algum tempo achei que seria tudo perfeito e quando notei, estava completamente envolvido, isso porque ela também achava estar, e eu achei que estava, e, por fim, perdi, ela perdeu, e eu não sei como foi parar aí. Era pra ter acabado antes, ou depois, mas bem, tinha um prazo!"
Por fim, durante algum tempo ainda chegarão comentários como: "Vocês formavam um belo casal", "Vocês eram lindos juntos", "Porque acabou?". Não se importe. Garantimos a qualidade do nosso produto. Uma boa frase de efeito para esse anúncio?
"Seus amigos só serão elogios!"
segunda-feira, 19 de maio de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
sábado, 26 de abril de 2008
A carta
Jamais pude expressar por completo o que senti. Minhas palavras não se fizeram na hora ideal e meus gestos não surtiram efeito ou algo próximo a isso. Sim, foi lindo e eterno enquanto durou e, enquanto acabava, meu penar também não teve fim. Fiz promessas, eu sei, e, com toda a verdade que admitia nelas, não foram o suficientes. Sinto ainda mais por não teres sentido amor quando este foi mais presente em tua vida. Dei o que pude e não pude enquanto não te importavas e, assim mesmo, não viste o que tinhas. Se o amor cega como dizem, creio que este não te permitiu enxergar nem a ele mesmo. Sempre soube o que senti e jamais neguei. Tentei te mostrar de todas as formas que pude. Mas nunca tive sucesso. E quando viste, já era tarde demais, e meu amor já havia se tornado um sofrer que já não caberia mais em mim.
Deixo um adeus ao amor, as saudades do nosso tempo que foi só nosso e uma tristeza de não poder te mostrar nem metade do que eu sentia, pois que quando tentei, já não vias mais nada além do teu nariz.
Jamais serás esquecida enquanto eu viver.
Adeus querida amiga que tanto me fez bem enquanto éramos amigos, a quem dei meu ombro pra chorar quando precisou e por quem fiz tudo o que jamais faria por alguém. Nosso amor morreu em meu coração e nós não existimos mais.
Deixo um adeus ao amor, as saudades do nosso tempo que foi só nosso e uma tristeza de não poder te mostrar nem metade do que eu sentia, pois que quando tentei, já não vias mais nada além do teu nariz.
Jamais serás esquecida enquanto eu viver.
Adeus querida amiga que tanto me fez bem enquanto éramos amigos, a quem dei meu ombro pra chorar quando precisou e por quem fiz tudo o que jamais faria por alguém. Nosso amor morreu em meu coração e nós não existimos mais.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Monólogo sem tempo
Agora é hora e já não é mais. Agora já foi e nunca mais será. O que passou, passou. O que é ainda é. O que será, será.
“Não há tempo”; “Quanto mais corro menos tempo me sobra”; “As horas passaram que nem percebi”; “O tempo vive a me engolir”; “Como o dia passou Rápido”; “Como o mês passou rápido”; “Como o ano passou devagar”; “Ao seu lado não há tempo”; “Temos todo tempo do mundo”; “Dê tempo ao tempo”.
“O tempo não pára!!!”
Não encontro meu tempo e vivo sem tempo. Os dias, as horas, minutos. Perco a noção do tempo e não deixo de senti-lo depois. Onde vive meu tempo? Qual é o meu tempo? Dentre perdas de tempo e tempo gasto para o que quer que seja. E o tempo vai levando minha vida e dando minha vida. E o tempo? Se importa? Não. Este só passa e nos leva, nos engole, assim como Cronos comia seus filhos. Devora-nos e nos dá vida. O tempo traz e leva. Dá e tira.
Que horas são?
Por quê? Pois não sei por que.
Que horas são?
É hora de jantar, de almoçar, de trabalhar, de se divertir. Porque? Não sei!
Que horas são?
Correr, correr. Não há mais tempo pra nada. Só nos dão tempo quando nos aposentamos. Quando já não somos tão capazes de aproveitar o tempo que nos é dado. Por fim, temos tempo e não disposição e nos sobra tempo depois que nos viciamos em trabalho e em cotidianos. E nesse tempo todo que nos sobra tempo? O que fazer? Não tive tempo quando podia e agora não posso e me sobra tempo. Será que perdi muito tempo em vida? Será que controlei bem o tempo da minha vida? Ou o tempo me levou a vida e agora só me resta o tempo?
Que horas são?
Desculpe, estou atrasado. Tenho que ir.
[Vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=oDmwCQS62bg]
“Não há tempo”; “Quanto mais corro menos tempo me sobra”; “As horas passaram que nem percebi”; “O tempo vive a me engolir”; “Como o dia passou Rápido”; “Como o mês passou rápido”; “Como o ano passou devagar”; “Ao seu lado não há tempo”; “Temos todo tempo do mundo”; “Dê tempo ao tempo”.
“O tempo não pára!!!”
Não encontro meu tempo e vivo sem tempo. Os dias, as horas, minutos. Perco a noção do tempo e não deixo de senti-lo depois. Onde vive meu tempo? Qual é o meu tempo? Dentre perdas de tempo e tempo gasto para o que quer que seja. E o tempo vai levando minha vida e dando minha vida. E o tempo? Se importa? Não. Este só passa e nos leva, nos engole, assim como Cronos comia seus filhos. Devora-nos e nos dá vida. O tempo traz e leva. Dá e tira.
Que horas são?
Por quê? Pois não sei por que.
Que horas são?
É hora de jantar, de almoçar, de trabalhar, de se divertir. Porque? Não sei!
Que horas são?
Correr, correr. Não há mais tempo pra nada. Só nos dão tempo quando nos aposentamos. Quando já não somos tão capazes de aproveitar o tempo que nos é dado. Por fim, temos tempo e não disposição e nos sobra tempo depois que nos viciamos em trabalho e em cotidianos. E nesse tempo todo que nos sobra tempo? O que fazer? Não tive tempo quando podia e agora não posso e me sobra tempo. Será que perdi muito tempo em vida? Será que controlei bem o tempo da minha vida? Ou o tempo me levou a vida e agora só me resta o tempo?
Que horas são?
Desculpe, estou atrasado. Tenho que ir.
[Vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=oDmwCQS62bg]
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