Deixa estes profundos olhos secos de emoção e que tanto me acobertaram de carinho. Ou deveria eu estar carente e, assim, qualquer demonstração de afetou tornou-me observador mais sensível da humanidade.
Era sim um olhar seco, que me acalentava e aceitava minhas palavras e meus afetos. Durante três dias o vi. No primeiro parecia meio embaçado, era bonito assim mesmo, mesmo que distorcido, mesmo que distante e não bem, lembrado, era belo. Até que na segunda vista tudo já era mais claro. Os olhos transpirando sorriso e num olhar fundo nos meus mostrou-me que me percebia. Sim, eu já pensava naqueles olhos bem antes deles me reconhecerem a primeira vez. Ou era o que imaginava. Mas fui visto e notado assim como reciprocamente cumprimentei. Breves e verdadeiros sorrisos, breves palavras, grande afeição.
No terceiro já não pude evitar. Aproximei-me tanto que os olhos se fecharam e já não pude vê-los por instantes. Mas, intrigantemente, os sentia melhor que nunca. Aquele olhar tornou-se carinho, tornou-se pele e afeto, tornou-se beijo e abraço. Aquele carinho tornou-se uma noite e um amanhecer do dia onde não pudemos ver o sol. Só poderíamos ver pelo tato, pelo cheiro e pela claridade que atravessava nossas pálpebras. Seus braços foram se afastando aos poucos. Mas seus olhos, mesmo quando te ias, ainda me traziam aquele olhar. Foram os últimos a se afastar.
terça-feira, 29 de julho de 2008
domingo, 27 de julho de 2008
segunda-feira, 14 de julho de 2008
O amor é cego
.
Deixo a mim mesma assim como me encontro. Meu abandono tem razões claras, lógicas, humanas, sentimentais e até fáceis de compreender. Amo. Tanto quanto posso e com a força que posso amar. Com toda a intensidade da palavra, cada sílaba, cada letra, cada gesto que a acompanha. Amo. Caso houvesse de morrer pelo amor, jamais hesitaria. E sim, é claro, gosto do que sinto.
.
Porque me deixo? E porque haveria eu de ficar comigo mesma? Não quero viver só dentro de mim cercada do que penso e do que gosto. De que me vale o gosto se não tiver ao lado quem gosto. Pois mais me favorece o abandono de mim mesma a manter esta essência que, por hora, em tentativa anterior, também me isolou.
.
Enfim encontro-me. Nele? Mesmo que não seja perfeito – e quem é? – neste. Só quem me dá a certeza de ser-me sempre merece ser meu fim. Sim, meu porto seguro, meu destino, onde descanso, de onde não preciso sair nunca. Sim, minha paz em meio a todas nossas guerras. Dizem que deixo-me, não sou mais quem sou. Mas prefiro encontrar-me nele e ele ser e então, assim, evito algumas dessas guerras, afinal, não passa de um conflito interno, pessoal, e estes sempre resolvemos, não podemos fugir. Afinal, sou-o. Tenho medo de estar só.
Deixo a mim mesma assim como me encontro. Meu abandono tem razões claras, lógicas, humanas, sentimentais e até fáceis de compreender. Amo. Tanto quanto posso e com a força que posso amar. Com toda a intensidade da palavra, cada sílaba, cada letra, cada gesto que a acompanha. Amo. Caso houvesse de morrer pelo amor, jamais hesitaria. E sim, é claro, gosto do que sinto.
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Porque me deixo? E porque haveria eu de ficar comigo mesma? Não quero viver só dentro de mim cercada do que penso e do que gosto. De que me vale o gosto se não tiver ao lado quem gosto. Pois mais me favorece o abandono de mim mesma a manter esta essência que, por hora, em tentativa anterior, também me isolou.
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Enfim encontro-me. Nele? Mesmo que não seja perfeito – e quem é? – neste. Só quem me dá a certeza de ser-me sempre merece ser meu fim. Sim, meu porto seguro, meu destino, onde descanso, de onde não preciso sair nunca. Sim, minha paz em meio a todas nossas guerras. Dizem que deixo-me, não sou mais quem sou. Mas prefiro encontrar-me nele e ele ser e então, assim, evito algumas dessas guerras, afinal, não passa de um conflito interno, pessoal, e estes sempre resolvemos, não podemos fugir. Afinal, sou-o. Tenho medo de estar só.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Descaso?
Tudo bem, tudo bem. Vou vivendo só. Tão somente só que vivo cercado dos meus. Sou eles e eles me são. Sou todos os que me amam assim como eles. Estou só com os meus. Só.
Bem relativo não?
Passo a passo, abraço a abraço me aproximando de quem tenho que me aproximar. Cada parte de mim que passo a conhecer é uma ponte para conhecer as outras partes de mim. Os outros meus. Meus amigos, meus amores, eu mesmo neles todos. Sou fruto dos que me cercam e sou, também, o que me cerca. Sou mesmo é tudo. Só não conheço , ainda, tudo o que sou.
Relativo não?
Sem pressa, sem aperreio. Sou a calma em meio à toda agonia que sou. Sou a calma nessa loucura que me cerca. E esta, a loucura, é só parte de mim. Como criticar ou achar impossível viver com a loucura se esta, a loucura, é parte essencial da minha calma. É através dela que entendo minha paz. Sou a loucura do mundo e me cerco de calma mesmo sendo insano em minha calma.
Absurdo?
Não, não luto com o mundo. Não sou dado aos conflitos pessoais. Procuro me entender. Procuro entender o mundo que me cerca. Este mundo é meu, também. Este mundo é nosso. Tudo isso é parte essencial de mim. Sou tudo. Por isso este descaso com isso, com tudo, pois sei que, sendo parte de mim, tudo, não demora tanto, cedo ou tarde eu entendo.
Estranho?
É, é sim. É que prefiro ser parte e entender no lugar de só criticar e não procurar soluções para um equilíbrio.
Desencontrado?
Espera, espera. Acho que esta na hora de pensar mais no mundo e não só em você ou no seu mundo. Afinal, você também é o mundo que te cerca.
E o tempo?
Esquece, esquece. Este não existe mesmo.
Bem relativo não?
Passo a passo, abraço a abraço me aproximando de quem tenho que me aproximar. Cada parte de mim que passo a conhecer é uma ponte para conhecer as outras partes de mim. Os outros meus. Meus amigos, meus amores, eu mesmo neles todos. Sou fruto dos que me cercam e sou, também, o que me cerca. Sou mesmo é tudo. Só não conheço , ainda, tudo o que sou.
Relativo não?
Sem pressa, sem aperreio. Sou a calma em meio à toda agonia que sou. Sou a calma nessa loucura que me cerca. E esta, a loucura, é só parte de mim. Como criticar ou achar impossível viver com a loucura se esta, a loucura, é parte essencial da minha calma. É através dela que entendo minha paz. Sou a loucura do mundo e me cerco de calma mesmo sendo insano em minha calma.
Absurdo?
Não, não luto com o mundo. Não sou dado aos conflitos pessoais. Procuro me entender. Procuro entender o mundo que me cerca. Este mundo é meu, também. Este mundo é nosso. Tudo isso é parte essencial de mim. Sou tudo. Por isso este descaso com isso, com tudo, pois sei que, sendo parte de mim, tudo, não demora tanto, cedo ou tarde eu entendo.
Estranho?
É, é sim. É que prefiro ser parte e entender no lugar de só criticar e não procurar soluções para um equilíbrio.
Desencontrado?
Espera, espera. Acho que esta na hora de pensar mais no mundo e não só em você ou no seu mundo. Afinal, você também é o mundo que te cerca.
E o tempo?
Esquece, esquece. Este não existe mesmo.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Sr.
Sr. Coragem
É quem corre do certo atrás do duvidoso, larga tudo pelo completo nada, deixa passar porque foi bom o bastante pra se achar melhor.
Sr. Covarde
É quem corre do certo atrás do duvidoso, larga tudo pelo completo nada, deixa passar porque foi bom o bastante pra se achar melhor.
Sr. Coragem
É o que nega tudo pra sofrer depois, mas é forte pra fingir que superou e ainda dizer que está certo, e não volta atrás.
Sr. Covarde
É o que nega tudo pra sofrer depois, mas é forte pra fingir que superou e ainda dizer que está certo, e não volta atrás.
Sr. Coragem
É o que faz um mundo perfeito e sai dele e ainda deixa um rombo tão grande que faz tudo que ele construiu virar pó, e se diz consciente.
Sr. Covarde
É o que faz um mundo perfeito e sai dele e ainda deixa um rombo tão grande que faz tudo que ele construiu virar pó, e se diz consciente.
Mentira
É falar que tudo pode estar bem melhor.
Verdade
É falar que tudo pode estar bem melhor.
É quem corre do certo atrás do duvidoso, larga tudo pelo completo nada, deixa passar porque foi bom o bastante pra se achar melhor.
Sr. Covarde
É quem corre do certo atrás do duvidoso, larga tudo pelo completo nada, deixa passar porque foi bom o bastante pra se achar melhor.
Sr. Coragem
É o que nega tudo pra sofrer depois, mas é forte pra fingir que superou e ainda dizer que está certo, e não volta atrás.
Sr. Covarde
É o que nega tudo pra sofrer depois, mas é forte pra fingir que superou e ainda dizer que está certo, e não volta atrás.
Sr. Coragem
É o que faz um mundo perfeito e sai dele e ainda deixa um rombo tão grande que faz tudo que ele construiu virar pó, e se diz consciente.
Sr. Covarde
É o que faz um mundo perfeito e sai dele e ainda deixa um rombo tão grande que faz tudo que ele construiu virar pó, e se diz consciente.
Mentira
É falar que tudo pode estar bem melhor.
Verdade
É falar que tudo pode estar bem melhor.
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